Academia Wall Street Fitness

Tel: (31) 3335-7227

Newsletter da Academia

Cadastre-se e concorra a 1 ano de academia grátis

Fique por dentro

Dificuldade para desenvolver massa muscular

29/12/2011

Dificuldade para desenvolver massa muscular

Autor: Marcos Muniz

dificuldade_para_desenvolver_massa_muscular.jpg

FIBRAS MUSCULARES (parte II)

TIPO II a – Possuem, segundo McArdle, capacidade tanto aeróbia como anaeróbia sendo assim considerada intermediárias. O que determina a capacidade oxidativa é a presença das enzimas SDH (Succinato Desidrogenase) e PFK (Fosfofrutocinase), respectivamente aeróbias e anaeróbias que influencia diretamente na velocidade de encurtamento da fibra. Essas fibras possuem as duas enzimas.

TIPO II b – Possuem um maior potencial anaeróbio sendo a verdadeira fibra rápida.

TIPO II c – São mais raras e, segundo McArdle, podem participar da reinervação ou da transformação das unidades motoras.

Para que serve isso? Como sabemos as diversas modalidades esportivas têm características diferentes no que se refere à solicitação motora. Quando comparamos um maratonista com um velocista é fácil perceber: Um corre mais lento e por várias horas, o outro percorre uma curta distância e muito rápido. Entretanto, outras modalidades como por exemplo o futebol, o tênis, o vôlei entre outros, é difícil perceber e até de definir. São esportes rápidos? A princípio sim. Entretanto, o nível de competitividade e a especialização a que chegaram, inclusive durando horas uma grande decisão de prova “dita” anaeróbia levaram os especialistas a repensarem e buscar respostas. As fibras musculares poderiam transformar suas características? Ou seja, um maratonista pode se transformar num velocista e vice e versa? As pesquisas até agora dão conta que não é possível uma fibra vermelha, como num passe de mágica, virar branca. Porém, as propriedades bioquímicas-fisiológicas podem bandear de II b para II a ou, de I para II c conforme a exigência do treinamento, mas a fibra branca continua a ser branca e a vermelha, vermelha. Uma vez cessado o treinamento e respectivo tipo de estímulo tudo volta ao normal, mesmo porque, até que se prove o contrário, esse é um dado genético.

Outro fato ainda não possível é a transferência de um segmento corporal treinado para outro. Por exemplo, um remador transferir sua potência dos braços para as pernas ao tentar virar um corredor de 100 metros. Isso exige um treinamento específico na nova modalidade. O que se aproveita são os valores fisiológicos de performances da resistência orgânica.

HOMENS E MULHERES – A gente sabe que homens e mulheres são diferentes, mas nesse ponto, não existe diferenças significativas. Ambos têm um percentual próximo de 45/55% de fibras tipo I e II. Mulheres competem tanto em provas curtas e rápidas quanto lentas e longas. Claro, guardadas as devidas proporções quanto ao percentual de força física, muito mais dependente da liberação hormonal que define a velocidade final alcançada.

A IDADE – Há algum tempo especulava-se que treinamento, especialmente anaeróbio, dependia da idade. Hoje sabe-se, com a evolução dos métodos e da ajuda da ciência que “idade não é mais documento”. Os resultados Olímpicos estão aí com corredores de 100 metros chegando aos 32 anos e a natação registrando recordes mundiais em provas curtas de atletas outrora considerados velhos. Isso levou a ciência a pesquisar sobre características e adaptações oxidativas das fibras musculares. Já não são poucos os trabalhos induzindo uma variação de treinamento em todas as modalidades esportivas evitando, elevando e prolongando um suposto pico de performances e a vida esportiva de um atleta de alto nível. Maratonistas estão mais rápidos e velocistas além de rápidos competem em três ou mais Olimpíadas. Jogadores de futebol passam dos 35 anos jogando, e muito.

A RAÇA - Em função muito mais dos resultados de algumas modalidades esportivas há quem defenda que a musculatura dos negros sejam dotadas de um percentual maior de fibras tipo II. Esportes onde a força física e a velocidade se fazem presente como o boxe e o atletismo são bom exemplo disso. Os negros dominam a grande maioria das modalidades rápidas, tais como as corridas rasas de 100, 200, 400 metros, os saltos e de sobra algumas provas de fundo como a meia maratona e a maratona com seus 42,195 metros. Mas o que dizer das provas de componentes anaeróbios dominados pelos brancos como o salto com vara e os lançamentos de peso, disco e dardo? E o que dizer da categoria feminina? As mulheres brancas, principalmente as do Leste Europeu, ainda dominam muitas provas de força e velocidade. Aqui no Brasil na São Silvestre, uma corrida que exige experiência, força e velocidade, o catarinense Iser Ben venceu em 97 e a Yugoslava Jevtic Olivera em 98. Os resultados podem ser mais uma prova do bandeamento de fibras musculares de acordo com o tipo de treinamento.

AS PROPORÇÕES – Além das características genéticas, ou seja, cada um já nascer com uma tendência para ser velocista ou fundista, cada músculo esquelético tem uma proporção diferente de fibras rápidas e vermelhas conforme a função motora. O sólio, por exemplo, que fica por baixo da batata da perna, tem proporções maiores de fibras vermelhas enquanto o gastrocnêmio, batata da perna, tem mais fibras rápidas. Além disso, essas proporções também mudam da periferia para o interior, respectivamente rápidas e vermelhas, e tem justificativa. O gastrocnêmio atua nas articulações do joelho e tornozelo e sua importância está relacionada com os movimentos básicos posturais e de deslocamento do corpo humano. A elevação do calcanhar durante a marcha, o lançamento do corpo ao ar na corrida e nos saltos e todos os movimentos contrários ao “pé de bailarina” (dorsiflexão) são função desse músculo e depende de potência justificando o percentual maior de fibras rápidas. Uma contusão nessa massa muscular é suficiente para dificultar e até de impedir uma pessoa de caminhar normalmente.

O sóleo ou solear é um músculo mais largo e plano que serve, por assim dizer, de base e sustentação para os movimentos dos gastrocnêmios. Sua ação é praticamente a mesma dos gastronêmios fazendo a flexão plantar, inversão do pé estabilizando a perna sobre o pé. Como sua ação é mais duradoura, vem daí a justificativa de percentual maior de fibras tipo I.

Um outro aspecto a ser considerado é que as fibras musculares são, nas atividades comuns do dia a dia, solicitadas numa proporção progressiva de volume celular e das menores para as maiores. Ou seja das vermelhas para as brancas. Porque? Sabe-se que as vermelhas têm corte de seção transversal menor (mais finas) porém, como já visto, com muitas células mitocondriais (usina de energia). As brancas, mesmo em sedentários, têm corte de seção transversal maior (são mais grossas). Assim sendo, o treinamento com pesos, visando hipertrofia solicita em primeiro lugar as fibras vermelhas, seja no aquecimento e ou nas primeiras séries. Quando se usa percentual de carga mais pesada, 70 a 90% da máxima, todas as vermelhas são recrutadas e mais as brancas à medida que vão sendo esgotadas as primeiras. As do tipo IIb são as últimas a serem solicitadas e apesar de brancas, assumem características IIa porque não acumulam enzimas oxidativas. Elas entram, por assim dizer, para socorrer as outras nos esforços máximos ou quando todas estão fadigadas.

Os músculos representam valores médios em torno de 40% sobre o peso corporal total dos indivíduos adultos. Atletas treinados em esportes de força possuem comumente um percentual de massa muscular mais elevado, opostamente indivíduos sedentários possuem menor percentual de massa magra.

Na constituição dos músculos, cada músculo como um todo é recoberto pelo Epimísio que é uma camada envolvente de tecido conjuntivo. O músculo é subdividido em pequenos feixes de fibras ou células musculares envolvidos pelo Perimísio. O Endomísio o qual é o invólucro de cada fibra (célula muscular), constitui a terceira subdivisão de todo o músculo.

Apenas uma única fibra muscular pode ser contida por até 80% de miofibrilas. Cada fibra muscular pode conter dezenas e até centenas de milhares de miofibrilas. As miofibrilas são constituídas por miofilamentos de dois tipos: miofilamentos grossos ou Miosina, que por sua vez é subdividida em meromiosina leve e meromiosina pesada, e os miofilamentos finos são denominados Actina.

As fibras musculares podem ser classificadas por meio de sua propriedade contráctil e por sua coloração: fibras lentas, fibras vermelhas ou do tipo I (veja quadro 01 e 02) e fibras de contração rápida, branca ou do tipo II

O treinamento de força provoca transformação dentro de um determinado subtipo de fibra muscular sendo uma adaptação comum em função do tipo e também da duração do treinamento. Provavelmente a transformação das fibras musculares dá-se apenas de forma gradual dentre os subtipos de fibras e não diretamente de um tipo para outro. "Uma fibra do Tipo IIb não pode ser diretamente convertida em Tipo I , devendo antes ser convertida numa fibra Tipo IIa". Howley & Powers; 2000.

Segundo Pette; 1980, Rayment; 1993, Staron; 1989 in Howley & Powers; 1997; 2000, o treinamento de força e o treinamento de endurance acarretam a conversão das fibras rápidas em fibras mais lentas, ou seja quando o músculo é submetido a treinamento há uma transformação das fibras do Tipo IIb para o Tipo IIa, esta transformação é considerada uma transformação do tipo fibras rápidas para fibras lentas.

Fleck & Kraemer;1999.

*Ponto final para o treinamento de força pesado.

*O levantamento de uma carga externa ativa um processo de transformação das fibras Tipo IIB em Tipo IIA.

Segundo Kraemer;1999, após o treinamento destinado ao desenvolvimento da força, verifica-se uma redução drástica das fibras do Tipo IIB.

A transformação da fibras do Tipo IIB para o Tipo IIA ou seja, dentro de um determinado subtipo de fibra muscular é uma adaptação comum no treinamento de força. (G.R. Adams et al; 1993, Staron et al; 1991,1994, Kraemer et al; 1995..

O treinamento de força provoca modificações hipertróficas positivas nas fibras do Tipo I e do Tipo II, sendo que as fibras de características de contração rápida são mais beneficiadas. Fleck & Kraemer; 1988, Tesch; 1988.

As fibras brancas hipertrofiam-se sob a aplicação de treinos de velocidade e de força na presença de estímulos com grande sobrecarga, e reduzido número de repetições. A hipertrofia das fibras lentas, dá-se sob estímulo caracterizado com baixa sobrecarga e um alto volume de repetições.

Hatfield,1985 in Rodrigues; 1990, 1992.

A proporção das fibras musculares pode variar sensivelmente de um grupamento muscular para outro, de individuo para individuo assim como, nas categorias diferenciadas de atletas de elite, em função com a predominância da força, da velocidade ou da resistência no esporte praticado.

"O vasto lateral, reto femoral, gastrocnêmio, deltóide e bíceps braquial, contém aproximadamente 50% de fibras de contração rápida. O sóleo possui 75% a 90% de fibras de contração lenta do que os outros músculos da perna. O tríceps braquial possui mais de 60% a 80% de fibras de contração rápida do que os outros músculos do braço".

Saltin e cols; 1977 in Hay & Reid; 1982.

Percentual das fibras musculares de contração rápida e lenta em atletas. (Músculo quadríceps)

Guyton;1985.

"Pesquisas sugerem que não há diferença entre os tipos de fibras musculares entre homens e mulheres". Saltin e cols; 1977 in Hay & Reid; 1982.

Entre as idades de 12 a 14 anos encontramos 14% de fibras com características intermediárias em rapazes e 10% em moças. Sabemos que as fibras intermediárias podem ser transformadas em fibras lentas ou rápidas, de acordo com o tipo de treinamento. Possivelmente nesta faixa etária encontra-se o momento para a definição das características atléticas futuras de velocidade, de força ou de endurance.

Visando recrutar as fibras intermediárias para o grupo das fibras de contração rápida durante a passagem dos 12 a 14 anos de idade, o treinamento deve ser dirigido de forma a beneficiar a força e a velocidade durante este período. A transformação destas fibras musculares de características intermediárias num momento posterior, deixará de ser possível; Bauersfeld/Voss; 1992 in Weineck;1999, constituindo-se desta forma na passagem dos 12 aos 14 anos de idade, situa-se o momento exato e mais propício ao treinamento de base da força de velocidade.

Os treinamentos de endurance e de outras qualidades físicas não devem ser negligenciados, assim como, a aprendizagem e o aperfeiçoamento das características técnicas esportivas. Apenas neste período dá-se ênfase aos treinos específicos de velocidade e força geral de forma mais elaborada e sob controle pleno.

O alongamento das estruturas musculares principalmente dos posteriores do tronco, o fortalecimento dos músculos do abdômen (reto, oblíquos), coluna vertebral (eretores) necessitam de treinos rotineiros.

O treinamento árduo e prematuro de velocidade na infância pode ser prejudicial posteriormente para o desenvolvimento da velocidade e da força rápida; Weineck; 1999.

Aplicar treinamentos visando apenas garantir modificações primárias sobre os tipos de fibras musculares é um meio e não um fim, relacionado ao sucesso desportivo. O sucesso desportivo constitui-se da reunião e do equilíbrio de fatores psicológicos, neurológicos, bioquímicos, cardíacos, circulatórios, biomecânicos, socioeconômicos, ambientais dentre outros.

Graduação de Marcos Muniz
*Graduado em Educação Física (EEF-UFMG); (1990)
*Diretor fundador da Academia Wall Street Fitness.(1991)
* fisiologia do exercício: emagrecimento e hipertrofia pela UFMG 1992
* Exercício e o Coração pela Associação Médica de Minas Gerais. (1994)

ATIVIDADES:
http://www.wallstreetfitness.com.br/atividades/ginastica/
http://www.wallstreetfitness.com.br/atividades/artes-marciais/
http://www.wallstreetfitness.com.br/atividades/spinning/
http://www.wallstreetfitness.com.br/atividades/musculacao/

HORÁRIOS
http://www.wallstreetfitness.com.br/horarios/

PREÇOS
http://www.wallstreetfitness.com.br/precos/

ESTUDANTE PAGA MEIA.
50% de desconto em qualquer modalidade.

logobonecowall.gif
ACADEMIA WALL STREET FITNESS
www.wallstreetfitness.com.br
(31) 3335-7227 (31) 3291-6590.
AV.CONTORNO 8000 - BAIRRO LOURDES
BELO HORIZONTE - MG
visa.jpg
Malhe e pague com cartões Visa e Mastercard.
valor_titulo_remido_wall_street.gif
mapa_wall.jpg
DIGA NÃO AS DROGAS CAMPANHA DA ACADEMIA WALL STREET FITNESS.
Atenção:
Não aprovamos e não nos responsabilizamos pelo uso de anabolizantes.
Não recomenda o uso de nenhum medicamento e/ou suplemento alimentar
sem a prévia recomendação de um médico ou nutricionaista.
Não inicie nenhuma rotina de treinamento sem a supervisão de um profissional da área do esporte.
satisfacao_garantida.jpg

Tags da Academia

Avenida do Contorno 8000, 1º andar - Lourdes | Academia em Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil | Telefone: +55 3335-7227 | Fax: +55 31 3291-6590